Os 4 Princípios-chave do QRM

Antonio Marchesini | 16/04/2020 

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no email
Compartilhar no whatsapp

Como criar vantagem competitiva, abandonar a “mentalidade de custo”, mudar a estratégia…
… e aproveitar as oportunidades da crescente tendência da demanda dos mercados do sec. XXI.

A estratégia do Quick Response Manufacturing fornece uma abordagem completamente nova para explorar a velocidade por meio de redução do lead time.

Embasada em quatro princípios-chave, os quais fornecem diretrizes que irão te mostrar o caminho para você criar vantagem competitiva para a sua empresa:

  1. O poder do tempo

O objetivo do primeiro conceito-chave é chamar a atenção dos gestores para o poder do tempo, ou melhor, para os benefícios da redução do lead time.

Alerta para o fato que que embora todos concordem em dizer que o lead time é importante, ainda existe uma série de razões não óbvias dessa importância que muitos gestores não consideram nas suas decisões.

Mostra como elas influenciam o resultado final da empresa, o custo operacional e a qualidade; e como explorá-las, mudando a maneira de pensar a respeito do assunto e gerenciar os negócios.  

  1. Estrutura organizacional

O segundo conceito-chave estabelece diretrizes de como reestruturar a organização para minimizar o lead time através de toda a empresa.

Aborda uma questão fundamental para se atingir novos patamares de flexibilidade e explorar com sucesso a variabilidade estratégica, que é a “célula QRM.”

Apesar do conceito de célula de manufatura estar em uso há várias décadas, a célula QRM amplia esse conceito de várias formas.

  1. Dinâmica de Sistemas

O terceiro conceito-chave enfatiza que para se obter os amplos benefícios da nova abordagem é necessário repensar os nossos atuais métodos de planejamento da capacidade (máquinas e mão-de-obra), políticas de dimensionamento de lotes, etc.

Fornece informações sobre como as interações entre máquinas, pessoas e produtos impactam o lead time.

Destaca a importância de considerar a complexidade inerente aos sistemas e de ter uma visão holística do todo, ao invés de eventos isolados, ao se tomar decisões no chão-de-fábrica.

Recomenda a aplicação dos conceitos e ferramentas da teoria do System Dynamics (baseadas em ciência) na gestão da manufatura.

  1. Aplicação na empresa toda

O quarto conceito-chave alerta que o QRM não é uma estratégia restrita ao chão-de-fábrica.

Enfatiza fortemente que a sua aplicação deve se estender por toda a organização. Incluindo as operações de escritório que impactam ou podem impactar o tempo de atendimento de pedidos.

Isso inclui: cotação e processamento de pedidos, elaboração e personalização de projetos, desenvolvimento de novos produtos, planejamento de materiais, compras e gestão de cadeia de suprimentos, etc.

Leia a descrição de cada um dos quatro conceitos-chaves do QRM, nos próximos posts no nosso blog, para:

  • Entender e explorar o poder do tempo e abandonar a mentalidade de custos.
  • Identificar quais alterações são necessárias na estrutura organizacional da empresa para se conseguir a redução do lead time.
  • Entender a importância da aplicação dos conceitos e ferramentas baseadas em ciência e da teoria do System Dynamics (SD) na gestão da manufatura.
  • Saber como expandir a estratégia do QRM por toda a cadeia de suprimentos.  

Este artigo é uma tradução livre adaptada do livro “It’s about Time: The Competitive Advantage of Quick Response” de Rajan Suri (2010)

Antonio Marchesini, PhD

Antonio Marchesini, PhD

QRM Center Brasil Founder
Consultor | Instrutor

Deixe uma resposta

Cadastre-se na Newsletter

Não enviamos spam.
Você receberá somente mensagens com conteúdos novos.

Nosso propósito é disseminar a prática do QRM no Brasil para aumentar  a competitividade da indústria de manufatura brasileira

QRM Center Brasil 2020 © Todos os direitos reservados